Zôo apresenta primeiro filhote de macaco-prego-galego nascido em cativeiro

A Fundação Parque Zoológico de São Paulo apresenta neste sábado (26/04), às 9h, junto à “Casa da Água”, o primeiro filhote de macaco-prego-galego nascido em cativeiro. Em 2006, o Zôo de São Paulo, em parceria com o Instituto Chico Mendes, iniciou um programa de reprodução em cativeiro para o macaco-prego-galego, a partir de animais apreendidos.

O objetivo desse programa é garantir a manutenção da espécie e evitar que desapareça, caso aconteça algum problema que leve à extinção as populações na natureza. Além disso, os animais nascidos em cativeiro, no futuro, podem ser reintroduzidos em seu habitat natural. O programa já deu resultados e o filhote, que será apresentado neste sábado ao público, uma fêmea, nasceu em março, nas dependências do zoológico. Esse fato, segundo Fátima Valente Roberti, responsável pela Divisão de Ensino e Divulgação do Zôo, traz esperanças para essa nova etapa de preservação do macaco-prego galego.

O evento de apresentação do filhote no Zôo de São Paulo contará com a presença de representantes do Instituto Chico Mendes e dos técnicos do Centro de Proteção de Primatas Brasileiros, de João Pessoa. O Zoológico fica à Av. Miguel Estéfano, 4.241, na Água Funda.

Cebus flavius

A história desse macaco-prego é única na zoologia brasileira. A espécie foi relatada pela primeira vez em 1648, quando o naturalista alemão Marcgrave veio ao Brasil, como parte da comitiva de Maurício de Nassau, mas, somente em 1774, outro naturalista alemão, Schreber, descreveu formalmente a espécie. Depois disso, nunca mais se falou sobre esse macaco-prego amarelo claro e de pêlos longos, ou se chegou a questionar a existência da espécie. Até que, em 2004, um lote de animais apreendidos no Centro de Proteção de Primatas Brasileiros, em Alagoas, chamou a atenção de dois pesquisadores da Paraíba, que perceberam que se tratava de exemplares do macaco Cebus flavius.

Essa história mostra que o macaco-prego galego nunca foi abundante na natureza e passou despercebido por mais de 300 anos. Hoje, a espécie sobrevive apenas em alguns poucos fragmentos de Mata Atlântica dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As florestas onde os grupos foram observados são bastante degradadas e estão cercadas de plantações de cana-de-açúcar. Devido à destruição de seu habitat e o número reduzido de animais na natureza, já é considerado um dos mais ameaçados de extinção do mundo.

Apesar dos estudos sobre o Cebus flavius estarem no início e se conhecer muito pouco sobre a espécie, como os outros macacos-pregos, eles vivem em grupos formados por vários machos e fêmeas e se alimentam de uma variedade de frutos, insetos e de pequenos animais.

Ficha técnica:

Ordem: Primates
F
amília: Cebidae
Nome popular: Macaco-prego galego
Nome em inglês: Marcgrave’s capuchin monkey
Nome científico: Cebus flavius
Distribuição geográfica: Mata Atlântica dos estados de Alagoas, Pernambuco.
Habitat: Floresta
Hábitos alimentares: Frutos, insetos e pequenos vertebrados.
Reprodução: Gestação de aproximadamente 180 dias, com nascimento de um único filhote.
Período de vida: Estimado em cerca de 40 anos.


Macaco-prego-galego
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