Secretaria do Meio Ambiente divulga balanço do protocolo agroambiental

29/04/15 17:23

Secretaria do Meio Ambiente divulga balanço do protocolo agroambiental

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Secretária fala sobre protocolo, que  destaca os avanços do estado na sustentabilidade do setor sucroenergético

Redução no consumo de água e na emissão de poluentes e aumento da produção de bioenergia são os destaques da safra 2014/2015

O balanço preliminar do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético 2014/2015 reforça os avanços do estado de São Paulo na sustentabilidade da produção de cana-de-açúcar e seus produtos. A secretária do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, divulgou os dados, quarta-feira ( 29/4),  durante visita à 22ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto. Na ocasião, esclareceu dúvidas sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), cujas inscrições terminam no próximo dia 6 de maio, e também falou sobre o Programa Nascentes.

O estado foi responsável pela produção de 49% do etanol brasileiro e por mais de 12% da produção mundial desse biocombustível. Dados preliminares indicam que a colheita sem fogo alcançou cerca de 90%, representando uma área de 4,82 milhões de hectares, um aumento de 6 pontos percentuais em relação à safra anterior, quando 83,7% da colheita foi realizada sem fogo.  A cana colhida com queima caiu de 16,3%, na safra 2013/2014, para cerca de 10%, na safra atual, o que corresponde a uma área de 530 mil hectares.

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Ganhos ambientais

Desde o início do Protocolo Agroambiental, os ganhos ambientais estão em constante evolução. Um deles é a redução da emissão de poluentes que podem causar problemas de saúde, por exemplo, os respiratórios, e a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE), responsáveis pelas mudanças climáticas globais.

Com a redução gradativa da queima propiciada pelo Protocolo, deixou-se de queimar uma área acumulada de mais de 9,3 milhões de hectares; com isso, cerca de 34,7 milhões de toneladas de poluentes deixaram de ser emitidos, assim como 5,7 milhões de toneladas de GEE,  equivalentes à emissão anual gerada pela circulação de 100 mil ônibus em uma grande cidade.

“As secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura têm de trabalhar conjuntamente em benefício do estado de São Paulo. Os resultados do Protocolo mostram os avanços do setor sucroenergético em diversos aspectos ambientais, como redução no consumo de água e geração de energia. Também permitiu que 5,7 milhões de toneladas de gases do efeito estufa (GEE) deixassem de ser emitidas. Esses avanços reforçam a importância do setor agropecuário para a preservação do meio ambiente”, disse Patrícia Iglecias.

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Outra boa notícia, em época de forte estiagem, é a redução do consumo de água para o processamento da cana, que nesta safra registrou 1,12 m3/tonelada de cana processada, número cinco vezes inferior ao observado nos anos 1990. O número é resultado de fatores como o avanço da colheita crua e limpeza da cana a seco, fechamento de circuito com reúso de água nas usinas e o aprimoramento dos processos industriais, como maior eficiência e redução da captação.

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A proteção às áreas ciliares também merece destaque, pelo papel dessas matas como corredores naturais da biodiversidade e na proteção dos rios e nascentes, principalmente ao se considerar a cultura da cana como a principal atividade agrícola de São Paulo.  A área ciliar comprometida com a proteção e recuperação pelo setor sucroenergético é de cerca de 270 mil hectares, nos quais estão abrigadas mais de 8 mil nascentes.

Bioenergia

O aumento da cogeração de energia elétrica a partir do aproveitamento do bagaço da cana nas caldeiras das usinas também aparece na lista de conquistas. As usinas signatárias do Protocolo Agroambiental produziram, na safra 2014/2015, 17.691 Gwh de energia elétrica. Desse total, cerca de 9.801 mil Gwh já são exportados anualmente para a rede para as usinas, quantidade suficiente para suprir 25,3% do consumo residencial paulista, de 38.752 mil Gwh.

Certificado

De acordo com o balanço, 134 unidades agroindustriais e 26 associações que representam 5482 fornecedores de cana, obtiveram o Certificado Etanol Verde. As signatárias do Protocolo são responsáveis por aproximadamente 93,5% da produção paulista e 45,5% da produção nacional de etanol.

A lista das usinas e associações de fornecedores de cana certificadas pelo Protocolo Agroambiental pode ser consultada no website do Etanol Verde: http://www.ambiente.sp.gov.br/etanolverde/