Plano emergencial busca proteção de primatas nas matas paulistas

04/03/15 15:05

Plano emergencial busca proteção de primatas nas matas paulistas

 

Mico-leão-preto Leontopithecus chrysopygus(foto: Carlos Nader/FPZSP)

Mico-leão-preto – Leontopithecus chrysopygus (foto: Carlos Nader/FPZSP)

 

Um trabalho de qualidade. Assim pode ser definido o plano emergencial para conservação dos primatas no Estado de São Paulo, elaborado por uma comissão permanente criada pelo governo estadual. Um dos pontos significativos deste grupo de trabalho, cuja atuação ganha relevância no Dia Mundial da Vida Selvagem, comemorado ontem (terça-feira,3/3), é a preocupação com os primatas sob risco de extinção.

Com muito trabalho pela frente, a Comissão Permanente de Proteção dos Primatas Paulistas foi instituída no Dia Mundial do Meio Ambiente no ano passado, simultaneamente à declaração do mico-leão-preto (espécie ameaçada de extinção) como patrimônio ambiental..

A Pró-Primatas é constituída por representantes do governo estadual, comunidade científica e sociedade civil. O plano de ação em curso, para preservação dos primatas paulistas, destaca as características de conservação das espécies nativas e encaminha propostas prioritárias de combate às ameaças de extinção.

Metas

Para atingir tal objetivo, a Comissão, coordenada por José Pedro de Oliveira Costa, da Secretaria do Meio Ambiente, definiu como alvos específicos os parâmetros populacionais, distribuição geográfica e o estado de conservação das populações selvagens das espécies de primatas que vivem nas matas paulistas.

Destacam-se dois gêneros de primatas que só ocorrem no bioma Mata Atlântica, muriqui-do-sul e mico-leão-preto. Este último é o único primata que só vive nas matas do estado de São Paulo, com a particularidade de já ter sido considerado extinto e redescoberto em 1970.

De toda forma, o mico-leão-preto ainda corre perigo de extinção. Com população estimada em cerca de 1.000 exemplares, a espécie tem como principais ameaças a fragmentação do habitat e o isolamento de grupos muito pequenos. Com relação ao muriqui-do-sul, também em risco, estima-se que existam menos de 1.000 nas matas de São Paulo.

“A finalidade da Pró-Primatas é alcançar a maior visibilidade possível sobre a importância dos macacos na proteção da biodiversidade. Onde há macaco há água farta. Macaco é bom para a saúde das matas e dos homens”, disse José Pedro.

 

Mono-carvoeiro ou Muriqui-do-sul Brachyteles arachnoides (foto: Fátima Roberti/FPZSP)

Mono-carvoeiro ou muriqui-do-sul – Brachyteles arachnoides (foto: Fátima Roberti/FPZSP)

 

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