Jovens ajudam na neutralização de emissões de CO2

A educação ambiental é uma das principais ferramentas disponíveis para a preservação do meio ambiente. Um bom exemplo disso é o Programa de Jovens – Meio Ambiente e Integração Social (PJ – MAIS) da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, coordenado pelo Instituto Florestal (IF). “O programa existe desde 1996 e já envolveu mais de 1.500 jovens”, explica gerente do PJ – MAIS, Vanessa Cordeiro de Souza.

O programa tem como objetivo a formação ecoprofissional de adolescentes e jovens, entre 15 e 21 anos de idade, que estudam na Rede Pública de Ensino e moram em zonas periurbanas do Cinturão Verde de São Paulo. Além de despertar a consciência e preocupação ambiental dos jovens, a proposta é gerar renda por meio da preservação de meio ambiente.

As atividades são desenvolvidas em Núcleos de Educação Ecoprofissional (NEE). Nesses, são realizadas quatro oficinas temáticas: Agroindústria Artesanal e Consumo, Lixo e Arte, Produção e Manejo Agrícola, e Florestal Sustentável e Turismo Sustentável. O treinamento ecoprofissional tem duração de dois anos e é feito durante o Ensino Médio. As atividades geralmente ocorrem de três a cinco dias por semana, com duração média de quatro horas por dia.

Hoje, o programa já possui 16 Núcleos de Educação Ecoprofissional, em 14 municípios da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde, que atuam em rede. Os núcleos são: Caieiras, Cajamar, Cotia (Caucaia do Alto e Morro Grande), Diadema, Embu-Guaçu, Francisco Morato, Guarulhos (Região do Cabuçu), Itapecerica da Serra, Paraibuna, Santo André (Vila de Paranapiacaba e Parque do Pedroso), São Bernardo do Campo (Riacho Grande), São Paulo (Horto Florestal/ Parque Estadual da Cantareira) e São Roque. Este ano, serão inaugurados os núcleos de Cubatão e Embu.

A manutenção de viveiros de mudas para a compensação ambiental de emissões de CO2 se tornou um dos focos do PJ – MAIS. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Centro de Convenções Santa Mônica, por meio de um acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Guarulhos e a promotoria ambiental, contratou sete estudantes do Núcleo Cabuçu, para recuperar áreas no Parque Estadual da Cantareira. Os jovens, seguindo orientações de técnicos, puderam colaborar diretamente com a preservação ambiental em sua comunidade.

Outra ação importante desenvolvida pelos alunos é a neutralização de parte das emissões de CO2 para eventos e empresas. O primeiro deles foi o “IT Service Managemente Fórum” que aconteceu esse ano. Os jovens calcularam a média de emissão do evento e plantaram 250 mudas nativas no Parque Estadual da Várzea de Embu-Guaçu. “O programa vai continuar com essas ações e estamos incentivando os Núcleos a criarem seus próprios bancos de terra para que essa compensação possa ser feita”, explica a gerente do PJ – MAIS.

O programa recebeu R$ 150 mil como recurso financeiro do Banco Mundial para investir no desenvolvimento de atividades agroflorestais. Foi um dos escolhidos entre 2.700 projetos do mundo todo para receber a verba - apenas duas propostas na área de educação ambiental foram selecionadas. O dinheiro foi investido na produção de 22.933 mudas nativas, 7.587 produtos orgânicos e recuperação de 8.53 há. de áreas degradadas e foram geradas 233 oportunidades remuneradas para os jovens.


Jovens plantam mudas no Parque da Várzea do Embu-Guaçu
Jovens plantam mudas no Parque da Várzea do Embu-Guaçu
Jovens e adolescentes entre 15 e 21 anos participam do programa
Jovens e adolescentes entre 15 e 21 anos participam do programa
Adolecentes procedem ao plantio de mudas nativas
Adolecentes procedem ao plantio de mudas nativas