Inaugurada em Taubaté indústria recicladora de embalagens de agrotóxicos

Com a inauguração da Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S/A, ocorrida em Taubaté, na manhã desta segunda-feira (23/06), o Brasil dá mais um passo para consolidar a sua posição de liderança entre os trinta países que possuem sistemas de destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos. Com o material resultante desta reciclagem, serão fabricados doze produtos como conduítes, embalagens para óleo lubrificante, sacos plásticos para lixo hospitalar e caixas para fiação elétrica, entre outros.
\"Hoje realizamos um sonho, a inauguração da Campo Limpo coloca a nossa indústria como exemplo e referência, enquanto o Brasil reafirma a sua liderança mundial no setor. Das 47 mil embalagens colocadas no mercado anualmente, 26 mil estão no Brasil. Um exemplo da nossa contribuição para a preservação do meio ambiente é o fato de termos retirado 98 mil toneladas de carbono da atmosfera, entre 2002 e 2006. Esse número equivale a 300 hectares de reflorestamento\" afirmou João Cesar Meneghel Rando, presidente do INPEV e da Campo Limpo.
A empresa, com 3.100m2, foi construída em uma área de 31 mil/m2, doada pela prefeitura de Taubaté, observando vários princípios ecológicos como o uso de telhas transparentes para o aproveitamento da luz natural, construção de sisterna com capacidade de armazenar 10 mil/litros, para captar água da chuva e estação de tratamento da água utilizada na planta industrial, que será reaproveitada no próprio processo industrial.
A usina de reciclagem foi idealizada pelo INPEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, com o objetivo de fechar o ciclo da gestão das embalagens vazias de defensivos agrícolas, promovendo a auto-sustentabilidade do sistema de destinação final e beneficiando todos os elos da cadeia. Essa experiência é única no mundo e a empresa atuará como um centro de desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à reciclagem. Até o momento, os investimentos na recicladora foram de R$ 8 milhões, mas até 2011 serão investidos mais R$ 20 milhões.
Com capacidade de processar 4.500 toneladas anuais de plásticos, a Campo Limpo produzirá, incialmente, resinas pós-consumo, mas a partir do próximo ano terá estrutura para fabricar embalagens plásticas, inclusive para a própria indústria de defensivos agrícolas.
Conforme a legislação federal (lei nº 9.974/2000), a responsabilidade pela destinação final das embalagens vazias de agrotóxicos envolve os fabricantes, distribuidores, poder público e agricultores. Em 2004, cerca de 13.933 toneladas de embalagens vazias foram retiradas do meio ambeinte. Já em 2007, esse volume chegou a 21.129 toneladas, o que representa um crescimento de 7,6% em três anos.
O sistema brasileiro de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas possui 375 unidades de recebimento, 264 postos e 111 centrais. Assim, do total de embalagens primárias, aquelas que entram em contato direto com o produto, colocadas no mercado, 96% tiveram destinação correta. Na Alemanha, esse número é de 60%; na Austrália, 50%; na França, 45%; e nos Estados Unidos, menos de 20%.


Maquete da unidade inaugurada em Taubaté
Maquete da unidade inaugurada em Taubaté
A usina do INPEV atuará como um centro de desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à reciclagem
A usina do INPEV atuará como um centro de desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à reciclagem
Da reciclagem
Da reciclagem
 surgem conduítes
surgem conduítes
 embalagens para óleos lubrificantes e sacos para lixo hospitalar
embalagens para óleos lubrificantes e sacos para lixo hospitalar