Governo articula financiamento para o Serra do Mar II

“O Programa Serra do Mar é o maior projeto de reassentamento habitacional por questões ambientais do mundo, de acordo com o BID”. Com essa frase, o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, deu início à reunião técnica entre órgãos do Governo do Estado de São Paulo e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), nesta quarta-feira, 13 de julho, no Palácio dos Bandeirantes, para viabilizar a segunda etapa do Programa Socioambiental da Serra do Mar e implantar programas de sustentabilidade financeira para as Unidades de Conservação (UCs).

Técnicos da Fundação Florestal – FF, da Fundação Instituto de Terras do estado de São Paulo – Itesp e Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo – CDHU participaram do encontro. O diretor executivo da FF, João Gabriel Bruno apresentou ao vice-presidente do BID, Roberto Vellutini propostas de três projetos, a Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, Mosaicos e Corredores da Mata Atlântica (Fase II), Estratégias e Iniciativas para Sustentabilidade de Áreas Naturais Protegias, e Instrumentos Inovadores de Mercado para a Sustentabilidade da Mata Atlântica.

O primeiro projeto faz parte do programa do Governo do Estado que está removendo famílias das áreas de riscos do Parque Estadual da Serra do Mar. Em sua segunda fase, o projeto socioambiental tem como objetivo promover a conservação, o uso sustentável e a recuperação socioambiental em área de domínio da Mata Atlântica no Estado de São Paulo. O programa envolve o Parque Estadual da Serra do Mar, o território Juréia-Itatins, Mosaico de Ilhas e Áreas Marinhas Protegidas, e cinco Unidades de Conservação adjacentes, Mosaico de Jacupiranga, a região de Paranapiacaba, Mantiqueira e Metropolitana, os mais importantes e expressivos remanescentes do Bioma, gerando benefícios sociais e ecológicos e promovendo a efetiva proteção da biodiversidade e dos mananciais.

“É um projeto onde todos ganham. Quem sai das áreas de risco, recebe uma casa nova com qualidade, quem fica vai ter um novo bairro, com infraestrutura e serviços públicos, e o meio ambiente ganha com a Mata Atlântica de São Paulo protegida e recuperada”, afirmou Bruno Covas.

O segundo visa contribuir para a sustentabilidade financeira das UCs e melhorar a promoção do desenvolvimento sustentável do Estado. Um dos objetivos é implementar estratégias de desenvolvimento de oportunidades de negócios e concessões nas UC.

Por fim, a finalidade do terceiro é estabelecer um modelo integrado de manejo da paisagem. A ideia e viabilizar, em longo prazo, a conservação e o uso sustentável da biodiversidade de importância global no corredor de Mata Atlântica, reforçando sua conectividade. Um dos objetivos é integrar à conservação, terras privadas e áreas municipais.

“Estamos buscando o desenvolvimento de oportunidades de negócios e concessões nas UCs, em um plano de curto, médio e longo prazo, para garantir a viabilidade das nossas unidades existentes, incluindo planos de negócios, estudos de mercado, com foco em parcerias com o setor privado, municípios e comunidades locais”, ressaltou o diretor executivo da FF, João Gabriel Bruno.
Técnicos apresentam propostas de novas parcerias com o BID
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Serra do Mar II e projetos de sustentabilidade financeira estavam na pauta
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Técnicos do BID e FF discutindo a viabilidade dos novos projetos
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